sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Os vizinhos

Tem lugar que ainda vende leite em garrafa de vidro retornável.



Nos cemitérios, onde está enterrado um veterano de guerra, tem fincada a bandeira.

Fazendas de árvore de Natal.
Desde muitos tempos da colonização, teceu-se a cultura de uma grande família que no início se chamavam vizinhos e hoje se chama nação. Uma constante troca de favores, um ajudar se um ao outro, não necessitar de marcas de delimitação de território, porque o vizinho sabe, ora bolas, onde termina o seu e começa o do outro.
Ouvi uma sirene ao longe quando estava no bosque. Era a sirene da central de bombeiros convocando os bombeiros voluntários para um atendimento. Voluntários treinados e responsáveis. Assim foi construída esta nação.
Aqui no sítio, a madeira usada para a construção é obtida das árvores que caíram por si mesmas. Tudo, ou quase tudo é feito pela competência das pessoas. A mão de obra é cara e isto faz com que cada um seja marceneiro, costureiro, lenhador e etc.
Em tempos de 2mil, encontrar pessoas que decidiram parar o tempo e não deixar seu modo de viver ser corrompido pelos novos conceitos, no mínimo, faz levantar muitas questões de valores. Ontem visitei a casa de uma família Amish. As roupas não apresentam estampas, os filhos ajudam em tudo e não falam, só entre eles e baixinho. Aprendem observando os adultos. As mulheres usam a cor preta, as jovens cores claras como o cinza e azul bem pálido. As crianças podem usar cores em tons pastel e botões, os adultos, alfinetes. Nada de eletricidade. Nada de carro, só carroça. As meninas param de estudar com 14anos e vão ajudar no trabalho de casa até se casarem. Os homens tocam as fazendas e trabalham fora também. Esta família era composta de um casal com 9 filhos. Um bebê que havia nascido com uma parteira. na escola é falado o alemão.
Aqui não tem lei que te obriga a ir pra escola. Nos Amish, o Natal é celebrado quando todos podem se reunir.

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